• Café de ideias 09/02/2017

    Café de ideias 09/02/2017

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Resumo do encontro com o Sr. Ronaldo Mota

Resumo do encontro com o Sr. Ronaldo Mota
Secretario de Educação Superior

1 de Abril 2008
Cafeteria da Maison du Brésil
Cité Internationale
Paris

Encontro facilitado pela Embaixada do Brasil e Maison du Brésil
Agradecimento especial:
– Embaixada do Brasil na França
– Ministro Conselheiro Laudemar Aguiar
– Secrétaire Heitor Granafei
– Maison du Brésil
– Diretora Inez Machado Salim
– Assistente da Direção Denise Leitão

Quem ele é

Fisico
Secretario de Educação Superior depois de um ano
Foi Secretario de Educação a Distancia
Professor da Universidade Federal de Santa Maria, RS
Web http://paginas.terra.com.br/educacao/ronamota/

(Educação Superior se ocupa da graduação
A pos-graduação fica a cargo da Capes)

O que ele fazia na França

Objetivo principal:
Discutir ou apresentar um exame e certificado de lingua portuguesa
Para estrangeiros estudarem e/ou trabalharem no Brasil

Outros assuntos:
Acordos para estudantes brasileiros de graduação fazerem estagios de curta duração na França
Discussões sobre as atividades e acordos no quadro do ano da França no Brasil
Discussões sobre a criação de uma universidade ou centro de pesquisa para o desenvolvimento da região fronteiriça entre o Brasil e a Guiana Francesa

O que falamos sobre a educação no Brasil

Existe uma tentativa ou tendência do governo a seguir o protocolo de Bologna
License-Master-Doctorat, 3-2-3
Para isso é preciso facilitar a modularização dos cursos
Amelhorar o sistema de créditos de disciplinas
Projeto de criação do SBTC: sistema brasileiro de transferência de crédito, nos moldes do ECTS (European Credit Transfer System) europeu.

Existe uma tentativa de aumentar o intercâmbio territorial no Brasil
Uma das idéias é incentivar o intercâmbio durante o periodo de um ano de todos os estudantes de graduação entre as universidades federais

Existe uma reflexão sobre o mercado de trabalho
Dados fornecidos pelo secretario
– No Brasil, 44% das vagas de graduação são de administração e direito
– Incluindo pedagogia, esta proporção passa da metade
– Falta cerca de 50 mil engenheiros no Brasil
– Realidade observada nos ultimos 3 anos
– Mão de obra em engenharia esta sendo importada do Chile e da Australia

Informações importantes para os membros da lista
Com relação a temas recorrentes nas discussões

Reconhecimento automatico de diplomas
– O secretario acha muito dificil
– Feriria a autonomia das universidades

Bolsa de doutorado pleno
– O programa da Capes tende a ser “reduzido” em razão da boa qualidade dos cursos de doutorado do Brasil
– As bolsas de doutorado sanduiche devem ser priveligiadas
– Razões de custo e porque a realidade da formação de doutores no Brasil mudou
– O Brasil forma 11.000 doutores por ano

Quanto ao retorno ao Brasil de recem doutores
– 3000 mil vagas de professor devem ser abertas no proximos 3 anos

O que falamos sobre o papel da Apeb

Recepção dos estudantes brasileiros na França
Discussões sobre os projetos que serão realizados no quadro do ano da França no Brasil

Finalizando
Tentaremos também encontrar o presidente da Capes, que estara de passagem por Paris em Maio ou Junho

Domingo de Sol

Domingo de sol na simpática Pont des Arts. Apesar da brisa não ser
tão refrescante como no litoral do nordeste e do Sena não ser
Ipanema e não nos permitir tchibuns – fazia um calor para brasileiro
nenhum botar defeito – o final de tarde foi « vachement sympa ».

Brasileiros, aliás, numerosos, reunidos ali, em frente ao Louvre,
marcando espaço na véspera da comemoração de mais um
aniversário da Queda da Bastilha. Recife, Fortaleza, Natal, Salvador,
Sampa, Rio, BH, etc. Sudeste e Nordeste na fita, mas é claro que
não faltou gente do Centro, Norte e Sul do país. Mas se falta a
praia de verdade (Paris Plage é piada), a luz desta cidade não
deixa a desejar.

Esplendor de final de tarde – ou melhor, de final de noite, já que o
sol se pôs lá pelas 23h, quando o calor finalmente cedeu à
brisa. Depois dos tradicionais tons de laranja, rosa e violeta, foi a
vez de uma lua cheia e vermelha brindar os que formavam a maior roda da
ponte, em sua maioria brasileiros, justamente em volta da nossa bandeira
pendurada na murada de ferro e fosforescente à luz do sol poente. Mas
não faltaram nossos anfitriões franceses nem los hermanos
argentinos. Lembrando dos coreanos e de outros turistas de
« n’importe quelle » nacionalidades, que passavam babando e,
muitas vezes, paravam para escutar uma das músicas mais ricas do
mundo (quiçá a mais rica) cantada e tocada pelo povo mais alegre – a
despeito da pobreza material da grande maioria.

É bem verdade que alguns não se deram conta dessa babação
geral, pois estavam ocupados cantado, tocando, vendo o sol se pôr ou
a lua nascer. Mas quem parou para prestar atenção pôde notar que
boa parte dos que passavam em frente à roda sorriam e nos olhavam,
com uma pontinha de vontade mal disfarçada de parar. O Ziraldo tem ou
não tem razão quando diz que o Brasil é o único país cujo
nome já vem seguido de ponto de exclamação? Pois é:

– Tu viens d’où?

– Do Brasil.

– Ah, du Brésil!!!

Também pudera tanta admiração diante de um som tão bom, que ia
de Paulinho da Viola a Luiz Gonzaga, de Zé Keti a João do Vale,
passando por Jacksons e Chicos (Buarque, Science e César),
Antônios (Jobim, Nóbrega) e Geraldos (Pereira, Vandré,
Azevedo). Sem falar nas Claras, Elisas, Marias e Marisas, tantos outros
brasileiros e brasileiras que daria para ficar um dia inteiro apenas
escrevendo nomes. Som que unia cavaquinho à flauta transversa,
violão ao sax, permeado sempre pela percussão tradicional do
pandeiro, tamborim, ganzá e atabaque. Admiração diante de tanta
alegria que emanava dos nossos pesquisadores dublês de músicos e
dos estudantes cantadores brasileiros. Tanto daqueles que estão de
passagem, quanto dos que estão por mais tempo.

Admiração verdadeira diante da comunidade brasileira na França,
que se associa algumas vezes para cantar e mostrar sua cara sorridente
e, vale lembrar também, para fazer valer seus direitos quando a
ocasião pede. Mas como acontece geralmente nesta cidade, o último
metrô (literalmente, e não o filme de Truffaut) marcou o fim dessa
antológica noite brasileira na França. Só mesmo o fim do
transporte barato para colocar a brasileirada na cama tão cedo,
perto de uma da matina, 7 horas após um tímido começo. Se
não, certamente uma parte iria ficar até mais tarde – ou mais
cedo, até o sol aparecer de novo na segunda.